10 fatos sobre a Torre de Londres

Talvez ao passar em frente ao local você não imagine tudo que a Torre de Londres representa da história britânica. A Torre já foi uma fortaleza, um palácio, uma prisão e outras coisas no caminho. Conheça a história do local que foi palco de execuções, recebeu animais exóticos e hoje abriga as Joias da Coroa.

Publicado em: 24 de julho de 2024
Torre de Londres

Uma fortaleza, um palácio, uma prisão. A Torre de Londres tem uma história longa e macabra de um lugar de aprisionamento. O que um dia foi um local de execução de rainhas (dizem por aí que os fantasmas de Ana Bolena e Catarina Howard ainda assombram seus corredores) hoje é o local que abriga as Joias da Coroa. A Torre de Londres tem uma infinidade de segredos a serem explorados.

Mergulhe nesta história para descobrir fatos fascinantes a respeito da Torre de Londres, assim como alguns mistérios curiosos.

1. O nome oficial do local não é Torre de Londres

 

Fundado por William, o Conquistador, em 1066, este castelo histórico está localizado no coração de Londres e é um dos marcos mais icônicos e reconhecíveis do mundo. Dito isso, você sabia que Torre de Londres não é o nome oficial do local? O nome oficial é Palácio Real do Rei (His Majesty’s Royal Palace) e Fortaleza da Torre de Londres.

 

Torre de Londres
Torre de Londres

Torre de Londres

2. A Torre de Londres foi o primeiro Zoológico de Londres

 

Antes do local ser usado como uma prisão para humanos, era uma prisão para animais na forma do primeiro zoológico de Londres. Conhecido como o “Zoológico Real”, a torre abrigava a coleção real de animais selvagens e exóticos que eram presenteados aos reis e rainhas.

Ver elefantes africanos, leões, tigres, cangurus, avestruzes e ursos polares era algo comum no local. Em 1835 o Duque de Wellington fechou a instalação e os animais foram transferidos para a propriedade de Regent’s Park que mais tarde se tornou o London Zoo. Hoje os únicos animais que ainda habitam a torre são os corvos e as esculturas de leões que podem ser vistas no local.

Zoológico Real
Zoológico Real

A Torre de Londres já foi um "Zoológico Real".  

3. A Torre é o lar da Joias da Coroa 

 

Uma das muitas atrações exclusivas da Torre de Londres são as Joias da Coroa. Oficialmente conhecidas como ornamentos da Coroação Real, as Joias da Coroa estão armazenadas em segurança na Torre de Londres desde o século XV.

A coleção inclui algumas das joias mais valiosas e históricas do mundo, como a Coroa Imperial do Estado, que o monarca usa na Abertura do Parlamento. A Coroa Imperial do Estado possui 23.578 pedras preciosas e acredita-se que tenha um valor entre dois e quatro bilhões de libras!

Outros itens mantidos na Torre incluem vestes reais e joias, que são enviadas para a Abadia de Westminster quando um novo Rei ou Rainha é coroado e retornam à Torre depois da cerimônia.

4. Corvos residentes e Guardiões da Torre

 

Os corvos fazem parte da história da Torre há muito tempo e são protegidos por decreto real. Quando Carlos II quis que os corvos fossem removidos, disseram a ele que a monarquia cairia, por isso os corvos permaneceram e têm chamado a Torre de lar desde então.

Os corvos são cuidados pelo mestre dos corvos da Torre, que compartilha anedotas e reconta fatos sobre seu papel ao longo da história quando visitantes fazem um passeio guiado pela Torre de Londres.

corvos torre de londres
Corvos residentes da Torre de Londres

Corvos residentes da Torre de Londres

5. Os Guardas Reais da Torre são chamados de “Beefeaters”

 

Os famosos Yeoman Warders guardam a Torre de Londres desde o século XVI. Também conhecidos como ‘Beefeaters’, esses guardiões cerimoniais da Torre eram responsáveis ​​por proteger as joias da coroa britânica e cuidar de todos os prisioneiros na Torre.

Hoje, os Yeoman Warders são selecionados por seu excelente serviço nas Forças Armadas. Eles ainda desempenham o papel cerimonial de guardiões da Torre e fornecem informações e visitas guiadas aos visitantes, como faziam desde a era vitoriana.

Por que o nome ‘Beefeaters’? O estranho nome vem de Henrique VII, cujos guardas pessoais foram os primeiros ‘Beefeaters’, já que podiam comer tanta carne quanto quisessem da mesa do rei.

Os uniformes de cor vermelha e preta do Yeoman Warder incluem fios de ouro puro e custam mais de sete mil libras cada!

6. A cerimônia militar mais antiga do mundo é realizada lá todas as noites

 

Os portões da Torre são trancados todas as noites em uma tradição militar histórica conhecida como Cerimônia das Chaves. Precisamente às 21h53, o Guarda-Chefe Yeoman, acompanhado por uma escolta armada da Guarda do Rei, parte para trancar todos os portões carregando uma lanterna em uma mão e as Chaves da Rei na outra.

O ritual noturno continuou por mais de 700 anos sem falhar – os fiéis Yeoman Warders fizeram seu trabalho pela monarquia e pelo país durante o Grande Incêndio de Londres, a Peste e ambas as Guerras Mundiais.

Guardas da Torre de Londres
Guardas da Torre de Londres

Guardas da Torre de Londres, também chemados de Beefeaters.

7. A torre nunca foi feita para ser uma prisão

 

A longa e horrível história da Torre como uma das prisões mais brutais da Inglaterra e local de execução nunca foi planejada. A Torre foi construída principalmente como uma fortaleza segura para mostrar o poder real.

Logo, porém, a Torre tornou-se o lar de qualquer pessoa que ameaçasse a Realeza ou o país. Muitas figuras históricas famosas foram mantidas prisioneiras dentro de seus muros, incluindo Ana Bolena, Catarina Howard, Sir Walter Raleigh e a Rainha Elizabeth I.

Muitos também foram executados e assassinados aqui, incluindo os dois meninos príncipes, Eduardo V e Ricardo. A última execução na Torre de Londres ocorreu em 1941, quando um pelotão de fuzilamento executou no espião alemão Josef Jakobs.

Use o The London Pass® para visitar a Torre de Londres e explorar as masmorras escuras e as torres geladas onde os prisioneiros eram mantidos.

8. Acredita-se que a Torre é assombrada

 

Acredita-se que a horripilante história de mil anos de torturas horríveis e execuções sangrentas da fortaleza tenha deixado os espíritos daqueles que morreram assombrando suas passagens de pedra. Acredita-se que os fantasmas de Lady Gray e da Condessa de Salisbury estejam aqui, assim como os dos gêmeos que foram assassinados na Torre Sangrenta.

A figura fantasmagórica mais famosa é a de Ana Bolena, rainha de Henrique VIII, que foi decapitada em 1536 na Torre Green após dar à luz um filho natimorto. Anne é frequentemente vista vagando pelos jardins carregando sua cabeça decepada e um urso pardo da época em que a Torre era um zoológico!

9. A Torre serviu como base militar durante as duas guerras mundiais

Durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, a Torre de Londres transformou-se numa base militar impenetrável.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o fosso ao redor da Torre foi usado como campo de treinamento para recrutas. Hoje, a sede do Regimento Real de Fuzileiros ainda está localizada na Torre.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Rudolf Hess, o infame prisioneiro de guerra nazista, foi mantido prisioneiro na Torre após um pouso forçado em Londres durante um voo para a Escócia e foi capturado. Doze espiões inimigos também foram executados aqui durante a guerra.

Segunda Guerra Mundial
A Torre de Londres foi bombardeada no Blitz. 

A Torre de Londres foi bombardeada no Blitz. 

10. A Torre foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, apenas uma bomba caiu sobre a Torre, caindo no fosso sem causar grandes danos. Durante a Segunda Guerra Mundial, porém, a Torre foi devastada. Bombas altamente explosivas encontraram seu alvo durante a Blitz de 1940, destruindo vários edifícios. Uma das torres desabou completamente no fosso abaixo dela.

Após a guerra, felizmente os danos foram reparados e a Torre foi aberta ao público mais uma vez.

Para conhecer a fundo esta importante atração de Londres e ainda economizar em dezenas de outras atrações da cidade adquira o The London Pass®.

Carolina Oliveira
Carolina Oliveira
Escritor de viagem freelancer

Carolina é tradutora de inglês, jornalista e aventureira nata. Em 2021 decidiu trocar a rotina corporativa pela vida nômade e de lá pra cá explorou mais de 30 países enquanto trabalha remotamente sem planos de parar. Exercita sua paixão por idiomas e viagem com Go City atuando como tradutora, localizadora e escritora de viagem ao trazer à vida histórias para o público de língua portuguesa brasileira. Adora cozinhar pratos que aprendeu na estrada, ler e tocar ukulelê. Além de português, fala inglês e estuda francês.

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Matthew Pearson

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